Pesquisa de maio/2013 do banco central mostrou que o volume de dinheiro utilizado no Cheque especial atingiu um recorde histórico de 58 Milhões. Essa informação vai de encontro ao que venho alertando desde a grande crise financeira dos EUA de setembro de 2008. Minhas previsões de foram encaradas e comentadas como pessimistas por muitos especialistas do setor, porém ao analisar o cenário de uma forma mais ampla ficava cada vez mais nítido para mim que os juros não reduziram, que a inflação e o desemprego retornariam, e que principalmente os brasileiros entrariam num endividamento nunca visto antes.


Também não é para menos, os juros do cheque especial dos bancos que detém as maiores carteiras de clientes passam de 10% ao mês, e do cartão de crédito acima de 16% ao mês. Com isso empresas e consumidores que acreditaram nas mentiras contadas até agora entraram numa verdadeira areia movediça e para sair dela é preciso muito conhecimento e estratégia.

Planejamento Financeiro – Os brasileiros vivem ajustando o orçamento para fugir do cheque especial. Nos dias atuais pagar altas taxas de juros vem se tornando um hábito cotidiano e aterrorizante para quem vive na dependência do Sistema Financeiro, afinal os bancos são totalmente inflexíveis nas “negociações”, ou melhor; nas imposições. Digo que são imposições porque o devedor não tem a mínima chance de negociar nada, e sim novas confissões de dívidas são feitas, sobre as quais mais juros são aplicados, e em alguns casos até mesmo bens são exigidos para serem penhorados ao dados em garantia como pagamento.

Juros cobrados no Cheque Especial apresentam irregularidades – é comum os bancos informarem ao Banco Central que estão praticando uma taxa de juros, enquanto na verdade estão cobrando outra superior. Como a maioria dos devedores não tem o hábito de acompanhar e principalmente como não entendem como os juros do cheque especial são calculados, os bancos se aproveitam desse detalhe e acabam cobrando valores a maior.

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Realizando uma perícia financeira nos extratos mensais é possível detectar essa irregularidades e encontrar valores de dívidas totalmente diferentes. Dívidas devem constar no Banco Central – toda dívida superior a R$2.500,00 obrigatoriamente deve ser informada ao Banco Central.

Tenho detectado que é comum o banco cobrar um valor dívida do cliente, e informar ao Banco Central um valor bem inferior. Essa semana deparei-me com um caso alarmante. O Banco entrou com uma ação de execução de dívida cobrando uma dívida de R$ 68.500,00, sendo que no Banco Central a informação é de que o consumidor deve R$ 32.000,00. O valor correto da dívida é o valor lançado junto ao Bacen, logo o devedor tem plenas condições de reduzir essa dívida.

STJ é contra os abusos do cheque especial– existem decisões do STJ combatendo os excessos na fixação de taxas de juro em cheque especial e demais contratos bancários. Um exemplo é o Recurso Especial n. 971.853, impetrado pela Losango Promotora de Vendas Ltda. e HSBC Bank Brasil S.A. No caso, um correntista entrou com ação para retificação da taxa de contrato fixada em 380,78% ao ano, afinal o que justifica um banco cobrar juros superiores a 300% ao ano enquanto a Selic é de 8% ao ano.

Vou renegociar minha dívida – esse é o principal erro. As dividas devem ser pagas com seus próprios recursos e não através de renegociações ou confissões de dívidas. A cada renegociação de dívida feita, você estará no mínimo dobrando seu saldo devedor.

Como reduzir a dívida no cheque Especial – na maioria dos casos nem é necessário entrar com a ação judicial, bastando para isso ter em mãos todas as ferramentas necessárias é saber como e quando utilizar cada uma delas. Além disso, ter os canais direitos de negociação de cada banco é fundamental, coisa que se adquire ao longo dos anos. Nas negociações é possível obter reduções do saldo devedor em até 90%, bem como acordos para pagamentos parcelados que se adequem aos seus rendimentos atuais.