Como Negociar com o Banco

Existe uma verdadeira legião de oportunistas, ávidos para tirar proveito dos consumidores desavisados. Tudo começa no ato do financiamento de um veículo. Na ocasião da compra de um veículo o consumidor geralmente está vulnerável, isso porque está decidido a comprar e fará de tudo para sair da agência com o carro dos sonhos, e o vendedor sabe muito bem disso. Exatamente por esse motivo que se é ludibriado.


Cuidado com escritórios que prometem reduções na prestação

Se não bastasse isso cresceu de forma assustadora também “Escritórios de Assessoria” oferecendo ao consumidor verdadeiros milagres com reduções de prestações em até 50%. É comum vermos faixas e cartazes em muros e postes. Porém, o que mais me impressiona é que essas empresas anunciam inclusive em programas de rádio, televisão, programas esportivos, onde os apresentadores fazem a propaganda de forma efusiva, em troca de um cache que mantém seu programa no ar. Cuidado, não caia nessas falsas promessas!

Geralmente essas empresas sequer pedem o contrato de financiamento para uma análise detalhada. Basta informar o valor da prestação e o prazo contratual, e em segundos já te informam para quanto reduzirá sua prestação. Faço análises contratuais a mais de 15 anos, e posso lhes afirmar que isso é impossível.


Antes de mais nada, faça uma pesquisa detalha sobre essa empresa em sites de reclamação, e até mesmo no Tribunal de Justiça. Você irá se assustar com o volume de relações.

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Consumidor é presa fácil

É triste afirmar, mas 95% dos contratos de financiamento de veículos estão errados, e os equívocos são absurdos. Uma prática comum no mercado de veículos é a aplicação da “Tabela de Retorno”, ou seja, nada mais senão comissões que o vendedor inclui ao total financiado, sem o conhecimento do consumidor, fazendo com que a prestação mensal fique em média 35% maior.

A concessionária/revenda de veículos deve obter seu lucro sobre a comercialização do veículo, afinal esta é a sua finalidade mercantil, mas não lucrar sobre o financiamento, uma vez que ao financiar, o estabelecimento recebe à vista o valor da venda.


Recentemente o Perito Financeiro analisou o contrato de financiamento de um carro popular em que foram incluídos ao total financiado R$ 4 mil a mais em comissões. Estes encargos, ao longo de 60 meses com taxa mensal de juros a 1,97%, representam no término do contrato R$ 6.854,25 a maior. Desse total, R$ 4 mil vão para a concessionária e R$ 2.854,25 ficam para o banco. Assim, nessa verdadeira arapuca todo mundo ganha, menos o consumidor.