Como perder pouco na troca do veículo

Aproxima-se a época do ano em que temos algumas despesas pontuais e dentre elas está o IPVA dos veículos automotores, e se você não se programar para ela poderá ter complicações financeiras já no início do ano. Portando programe-se com antecedência. Mas essa é apenas a ponta do iceberg, afinal muitas pessoas querem entrar no ano novo de carro novo, e acabam não prestando atenção do quanto se perde na troca de um veículo.

Chamo a atenção aqui para uma despesa mensal da qual dificilmente as pessoas conseguem se livrar. Estou falando da prestação do financiamento do veículo, já que tornou-se habitual as pessoas terminarem um financiamento e já entrarem em outro. Funciona assim, você da o seu carro seminovo de entrada e financia o restante, certo? Mas o que tem de errado nisso?


Suponha que tenha planejado comprar um carro popular super completo zero KM, novinho em folha, pelo valor de R$ 45 mile queira poder trocá-lo por outro semelhante a cada 3 anos.

Seu plano, é dado seu carro seminovo como parte do pagamento, cotado em R$ 31.500 (desvalorização de 30% em três anos). Portanto, o valor necessário para finalizar a troca é de R$ 45.000 – 31.500 = R$ 13.500. Certamente você não terá esse valor todo à vista e terá que financiá-lo. Considerando aqui uma taxa média de juros de 3,5% para os financiamento de veículos, teremos uma prestação mensal de R$ 665,34, ou seja; R$ 23.952,10 ao final de 36 meses. Olha só que bacana, prestação baixa que cabe no orçamento.

A questão aqui é que ninguém para pensar na perda total, e sim tão somente as perdas atreladas ao valor do veículo na tabela. Veja que existe uma perda agregada muito superior se considerar que o veículo não foi comprado a vista e sim em 36 parcelas, ou seja na verdade ele não custou para você 45.000,00, e sim R$ 55.452,10, ou seja; o total pago no financiamento(R$ 23.952,10) – o valor financiado(R$ 13.500,00) = R$ 10.452,10, valor esse que deve ser somado ao valor de compra do veículo R$ 45.000,00. Logo ao trocar o seu veículo e dá-lo de entrada por R$ 31.500,00 estará amargando um prejuízo de R$ 23.952,10, pois além do valor de mercado do mesmo devemos contabilizar o valor total pago incluindo os juros do financiamento.

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Mas como evitar tanto prejuízo?

Planejamento Financeiro. É muito simples. Ao comprar um carro, mesmo que venha a financiá-lo nessa primeira compra é necessário que você já faça uma programa até a sua próxima troca. Então vejamos. Se a sua ideia for trocar de carro daqui a 36 meses e sua prestação atual for de R$ 665,34, faça o seguinte:

Mais ou menos você já tem uma ideia básica de qual será a diferença que irá precisar na sua próxima troca, vamos usar como exemplo aqui os R$ 13.500,00 da nossa troca explicada acima. Pegue esses R$ 13.500,00 e divida por 36 meses, e encontrará uma valor mensal de R$ 375,00, valor esse que eu recomendo que vá guardando numa conta poupança. Ao final do financiamento já terá em mãos o valor suficiente para completar a compra do seu carro novo e assim sairá desse ciclo de juros, ao qual eu tenho convicção de que você nunca parou para pensar.

Acredito que a essa altura você deva estar se indagando: Mas como pagar a prestação do financiamento e ainda guardar mais dinheiro durante todo esse tempo?

Simples, na sua próxima troca de carro, troque o seu por um de valor inferior, faça a reserva conforme orientado, e depois siga em frente com prudência, o sinal verde das finanças estará aberto para você. As vezes é necessário darmos um passo para traz para após avançarmos dois.

Para e pense, não adianta andar de carro novo e viver na insegurança financeira, sempre no sufoco, com medo de não conseguir pagar a prestação e perder tudo com a busca e apreensão do seu carro. A economia mundial está mudando, o mundo está em recessão, não comprometa suas finanças por longos períodos.

Você talvez tenha perdido alguma coisa de um lado, porém, de outro, enriquecerá.

Será você quem decidirá a forma que mais lhe interessa, dinheiro é o resultado do seu trabalho, portanto, merece respeito.